10 de julho de 2009

Homem T

Na Avenida dos Aliados, no Porto, estão exposto vários manequins de vários artistas. A iníciativa é do "Espaço T" e a exposição chama-se "Homem T"



Algumas fotos da Exposição:


9 de julho de 2009

Sea Life Porto

Ontem, ofereci ao meu sobrinho a sua prenda de anos (atrasada!!), uma visita ao Sea Life Porto. Tem as mais variadas espécies de peixes, desde tubarões, raias, peixes palhaços, peixes cachimbo, crias de tubarões, cavalos marinhos, estrelas do mar e outros em vários aquários de tamanhos diferentes.
Vale a pena ir e ver a alegria dos miúdos!!

Aqui ficam algumas fotos que tirei (sem flash!)

1ª parte


2ªparte

8 de julho de 2009

Coração

Cheio de nada,
Meu coração flutuou.
Leve como um pena,
Num rio pousou.
Sede de vida,
Na água secou.

m@res

28 de junho de 2009

Chuva

Mariza - Chuva



Chuva

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir


São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

Composição: Jorge Fernando

26 de junho de 2009

Amigo...




Amigo é aquele que o tempo não apaga,
a distância não separa e a maldade não destrói,
amigo é um ser diferente é aquele que está sempre presente
quando a solidão nos doí.

O verdadeiro amigo não é aquele que nos alegra com mentiras,
mas sim aquele que nos ofende com as verdades.

Ser amigo não é coisa de um dia, são actos, palavras e atitudes
que se solidificam no tempo e não se apagam mais.

A amizade são verdadeiros carinhos que a chuva não apaga,
o vento não leva, o fogo não queima, a terra não contém
e o tempo não esquece.

(autor desconhecido)

21 de junho de 2009

A Hora do diabo

"...A música, o luar e os sonhos são as minhas armas mágicas. Mas por música não deve entender-se só aquela que toca, se não também aquela que fica eternamente por tocar. Por luar, ainda, não se deve supor que se fala só do que vem da lua e faz as árvores grandes perfis; há outro luar, que o mesmo sol exclui, e obscurece em pleno dia o que as coisas fingem ser. Só os sonhos são sempre o que são. É o lado de nós em que nascemos e em que somos sempre naturais e nossos..."

Fernando Pessoa - A Hora do diabo



À música, ao luar e aos sonhos acrescentaria o mar...

Ao luar,
Perco o olhar
No mar estendido
Na areia amarela.
No horizonte dos meus sonhos
Ouço a melodia
Das ondas do silêncio.

m@res

18 de junho de 2009

Corações distantes



Talvez eu não saiba o quanto eu realmente te amo,
nem você, nem as estrelas que me acompanham.
Nesta noite fria e distante, meus olhos se perdem,
ora miram o vísível da noite, ora o invisível da mente.
Eu me perco nesta viagem, nesta saudade.
O coração sente a sua proximidade, mesmo tão distante…

Talvez o amor seja essa descoberta,
de que precisamos um do outro,
ainda que completos, ressentidos,
tão imaturos ou amadurecidos.
Inocentes ou calejados pela vida.

Vivendo do que fomos ontem,
pensando no amanhã,
descubro que te quero hoje.

O meu dia é você!
E para isso não preciso de filosofia,
nem discuto com o analista, apenas sinto.
Sinto a sua falta como se fosse algo palpável,
como se existisse uma máquina capaz de medir,
e a dor da ausência é inexplicável…

Por isso, me perco nestas notas,
anotando o descompasso do meu coração,
para dizer o que não sei explicar,
queria apenas poder gritar:te amo,
ou quem sabe sussurrar: te desejo.

Me perder de vez nos teus braços,
para deixar de ser ausência,
e ser simplesmente calor,
escrevendo assim na eternidade,
a mais bela história de amor.


Paulo Roberto Gaefke

Por favor...



Por favor esqueça;
os desaforos e decepções causadas pelas pessoas:
são como pedras pesadas em nossa mala de viagem,
atrasam, cansam e são inúteis.


Por favor não esqueça;
as palavras de incentivo e o carinho dos amigos,
são como flores e alimentos para alma,
perfumam e nos empurram para a vitória.


Por favor esqueça;
os erros cometidos, os deslizes,
ninguém é perfeito e estamos em constante evolução.
Viver no passado e com arrependimento é morrer aos poucos,
suícidio lento e doloroso...


Por favor não esqueça;
transforme cada erro em aprendizado,
e cada acerto em prêmio,
uma recompensa pela sua persistência.
Felicidade é uma meta, mas alegria é fundamental.
Acredite: você pode muito mais!

Por favor esqueça;
o amor que se foi e o relacionamento que não foi,
a paixão mal vivida, o lar desfeito,
a incompreensão de quem você tanto amou,
mágoas que ocupam vaga no seu coração.
Liberte-se!
Abra espaço para um novo amor.


Por favor não se esqueça;
Somos frutos do amor, e por ele vivemos,
não se feche, mas não se iluda,
não confunda carência com certeza,
medo da solidão com persistência.
O amor pede tempo, paciência e esperança,
que se renovam agora com uma certeza:
"ele acontece de muitas formas
e tantas vezes quantas forem necessárias".
Somos a própria chama do amor.

Jamais se esqueça de ser feliz!


Paulo Roberto Gaefke

11 de junho de 2009

Insónia

Não durmo, nem espero dormir.
Nem na morte espero dormir.
Espera-me uma insônia da largura dos astros,
E um bocejo inútil do comprimento do mundo.

Não durmo; não posso ler quando acordo de noite,
Não posso escrever quando acordo de noite,
Não posso pensar quando acordo de noite –
Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!

Ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer!

Não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo,
E o meu sentimento é um pensamento vazio.
Passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam
– Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que me não sucederam
– Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada,
E até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo.

Não tenho força para ter energia para acender um cigarro.
Fito a parede fronteira do quarto como se fosse o universo.
Lá fora há o silêncio dessa coisa toda.
Um grande silêncio apavorante noutra ocasião qualquer,
Noutra ocasião qualquer em que eu pudesse sentir.

Estou escrevendo versos realmente simpáticos –
Versos a dizer que não tenho nada que dizer,
Versos a teimar em dizer isso,
Versos, versos, versos, versos, versos...
Tantos versos...
E a verdade toda, e a vida toda fora deles e de mim!

Tenho sono, não durmo, sinto e não sei em que sentir.
Sou uma sensação sem pessoa correspondente,
Uma abstração de autoconsciência sem de quê,
Salvo o necessário para sentir consciência,
Salvo – sei lá salvo o quê...

Não durmo. Não durmo. Não durmo.
Que grande sono em toda a cabeça e em cima dos olhos e na alma!
Que grande sono em tudo excepto no poder dormir!

Ó madrugada, tardas tanto... Vem...
Vem, inutilmente,
Trazer-me outro dia igual a este, a ser seguido por outra noite igual a esta...
Vem trazer-me a alegria dessa esperança triste,
Porque sempre és alegre, e sempre trazes esperança,
Segundo a velha literatura das sensações.

Vem, traz a esperança, vem, traz a esperança.
O meu cansaço entra pelo colchão dentro.
Doem-me as costas de não estar deitado de lado.
Se estivesse deitado de lado doíam-me as costas de estar deitado de lado.
Vem, madrugada, chega!

Que horas são? Não sei.
Não tenho energia para estender uma mão para o relógio,
Não tenho energia para nada, para mais nada...
Só para estes versos, escritos no dia seguinte.
Sim, escritos no dia seguinte.
Todos os versos são sempre escritos no dia seguinte.

Noite absoluta, sossego absoluto, lá fora.
Paz em toda a Natureza.
A Humanidade repousa e esquece as suas amarguras.
Exactamente.
A Humanidade esquece as suas alegrias e amarguras.
Costuma dizer-se isto.
A Humanidade esquece, sim, a Humanidade esquece,
Mas mesmo acordada a Humanidade esquece.
Exactamente. Mas não durmo.

Álvaro de Campos

10 de junho de 2009

Pus o meu sonho num navio



Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar.

Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.

O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio…

Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.

Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.


Cecília Meireles

13 de dezembro de 2007

Leito



Deitei-me no rio,
Descansei no seu leito.
Deixo-me embalar até ao mar.
Cobri-me com as suas ondas,
Afundei-me no seu azul,
Para lá morar.

m@res

12 de dezembro de 2007

Pintura




Colhi uma pintura,
Colorida com palavras.
Descreviam o mar,
Com cores de encantar.

m@res

5 de fevereiro de 2007

Pensamento no tempo

Anseio que os dias passem depressa para que tudo acabe …
Longas e solitárias são as noites onde a escuridão é a sombra da minha tristeza…
Os rios espelham as minhas lágrimas que vão desaguar no intenso azul do mar.
O dia é disfarçado com um sorriso no canto da boca.
Dias compridos…
Tantos minutos…
Tantas horas…
Tantos pensamentos que se perdem no tempo…
São como gotas de chuva que desaparecem na terra,
A terra que dá vida e que guarda em si o último destino da vida…

m@res

7 de dezembro de 2006

La Luna

Se gostava de ir à Lua...
Perguntaram-me um dia…
Há tantos locais que gostava de conhecer neste planeta Terra. Ir à Lua seria provavelmente um desejo em forma de metáfora.
Quando quero estar sozinha, isolada de tudo, desejo estar na Lua, como quem diz, num local distante de tudo e todos.
Gosto do luar com as suas cores na noite, é a luz do céu com as estrelas a rodeá-la. Sou capaz de estar horas a admirá-la, de sonhar ao luar que desperta emoções.
O fascínio pela Lua nasce do facto de ela estar tão distante e no entanto tão perto.
Ir à Lua… talvez para admirar o planeta azul bem lá no alto.
A Lua é bela no nosso céu azul.
Será para sempre uma musa inspiradora para os poetas e eternos românticos.

m@res